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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Sobre a Crise, o fim da SEPPIR e o Movimento Negro.

No dia 02/10 a já esperada reforma administrativa foi anunciada pela presidenta Dilma Russef, a partir da unificação entre Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e a Secretaria de Direitos Humanos (SDH) se formou o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Como resposta a crise. A politica de enxugar os gastos do governo não por um acaso esbarra  SEPPIR.

A relação do Partido dos Trabalhadores com o movimento negro e com um estratégia capaz de combater seriamente o racismo hoje mostra sua verdadeira cara já nos primeiros ajustes governamentais da crise. A pergunta é, o que iremos fazer a partir dessa experiência de 12 anos de PT e de suas políticas para os negros e negras no país?

Criada Há12 anos, no inicio do governo PT a Secretária foi fruto de uma longa luta dentro e fora do partido, e é preciso entende-la de forma dialética (e tentarei me esforçar para que o seja) para que possamos pensar nos novos desafios colocados pra nós, negros que queremos avançar no combate ao racismo.

Primeiramente é importante colocar que o movimento negro desda Frente Negra Brasileira sempre entendeu a importância da sua participação no governo, como esse movimento nunca foi homogêneo, a própria ideia de se inserir no governo tinha ligação com diversas estratégias de diferentes setores, o que também diferencia o papel do negro nesse Estado, que é burguês e que defende os interesses de uma classe.

Se pensarmos na própria história do PT, onde setores do Movimento Negro confluíram com o movimento operário, estudantil e intelectuais. Poderemos perceber que só através das lutas que se estendem desde sua criação foi possível em 2002 a primeira elaboração de um programa para a presidência que se tratava da questão negra (Caderno - Programa Brasil Sem Racismo”). Então, apesar do partido sempre ter apoiado a luta contra o racismo e fazer parte do movimento negro, inclusive ainda hoje dirigir e ter importante influencia na direção de organizaçãoes, muitos militantes apontaram na história que questão negra era secundárizada no partido.

Pois bem, com a eleição de Lula, em 2003 uma parcela importante do movimento negro acaba entrando no aparato estatal (como ministros, nos conselhos e etc) e assim se dá a tentativa de enegrecer a cara das politicas do governo. É importante ressaltar que a incorporação de negros nos governos não foi uma novidade desse período mas vem de um processo anterior que vem desda democratização onde os governos vão de alguma forma abrindo canais de dialogo com o Movimento Negro, como forma de tentar principalmente cooptar as suas lideranças. A partir de Lula essa política só eleva de nível colocando boa parte dos quadros do movimento negro dentro de seu governo.

Se por um lado essa integração é parte da exigência de setores do movimento negro, inclusive a possibilidade de ter um orgão especifico nacional que pense, elabore e acompanhe políticas contra o racismo, por outro essa integração é parte de um processo que acabou gerando certa desorganização do próprio movimento. Mas como assim?

Precisamos pensar em que contexto existe a SEPPIR. A sua ligação ao governo e também a sua dependência da verba do Estado gera uma relação em que ao mesmo tempo que deve responder aos anseios dos negros brasileiros, expressos principalmente pelas pautas do movimento negro, por outro lado há uma grande pressão (quase uma imposição) em seguir a politica do partido da ordem, já que é o presidente que indica sua direção. Esse movimento, onde a pressão do governo tem sido muito maior do que qualquer outra, acaba fazendo com que essa secretária tenha que assumir um posto de defensora da política demagógica e restrita do governo, contendo o movimento negro com as pequenas negociações de concessões que o governo permite.

A então nomeada Chefe do novo ministério Nilma Lino em sua primeira aparição falando sobre essa mudança já é uma clara representação do que coloco acima. Enquanto vários setores do movimento negro dizia não ao rebaixamento da SEPPIR e sua unificação (“NENHUM DIREITO A MENOS, DEMOCRACIA SE FAZ COM DIÁLOGO E PARTICIPAÇÃO”) Nilma declara em entrevista que: “Acho que a minha indicação é a expressão do compromisso da nossa presidenta, do compromisso do governo federal com os movimentos sociais, com uma parcela da população que apoia esse governo, que está junto conosco, que é beneficiado pelas nossas políticas, de mostrar que o Estado brasileiro incorpora sua diversidade também na forma como compõe o seu primeiro escalão”

Outro exemplo de como isso se dá na prática é a própria criação do “Estatuto da Igualdade Racial” que completa 5 anos. Um processo onde grande parte do movimento negro investiu esforços se mostrou um grande golpe. No final de todo o processo de negociação e muita disputa política foi aprovado um estatuto que tinha um caráter autorizativo, ou seja um documento com normas não obrigatórias que não previa recursos para a implementação de politicas afirmativas nem para seu monitoramento.

Esse Estatuto não pensa na política mais importante pra nossa juventude negra que é o genocídio, e acho que o fruto disso temos visto hoje com o aumento da morte de nossos irmãos enquanto o índice de morte da juventude branca diminuiu. Podemos dar outros exemplos como a não garantia da titulação das terras quilombolas e etc. Mas isso significa que a partir disso não houve avanços em nada no combate ao racismo?

Onde percebo o maior avanço nas políticas raciais é no que diz respeito as ações afirmativas, é claro que houveram outros avanços mas ainda muito pequenos perto inclusive das espectativas dos negros com um governo que seria dos trabalhadores e dos oprimidos. E é claro que esses avanços não são frutos da bondade do governo, ou de seu compromisso com os negros e negras, mas são concessões que esse teve que dar por conta da mobilização do movimento negro em conjunto com outros movimentos sociais.
Ao mesmo tempo não podemos deixar passar desapercebidos que algumas das políticas do governo por conta da necessidade de ter que também da resposta a burguesia, auxiliaram com algumas aspas os negros e negras, um exemplo claro disso é o ProUni (Programa Universidade para Todos) e o FIES que são claras tentativas de salvar o bolso dos grandes empresários da educação superior preenchendo as vagas ociosas em universidades particulares. Bom, o resultado dessas politicas estamos vendo agora com o processo de crise que tem feito milhares terem que abandonar seu sonho de terminar uma graduação pois não conseguiu o prosseguimento do Financiamento.


Esse processo é um marco importante na experiência do movimento negro com o parlamento, com o governo do Partido dos Trabalhadores e com a própria democracia burguesa. Se aos primeiros sinais da crise o governo federal já dá claros indícios de que lado vai ficar, de qual será a importância da questão racial e como se dará a relação com os trabalhadores e a juventude, nó precisamos unir forçar para que primeiramente seja possível defender nossas conquistas, e nos defender contra os ataques dos setores conservadores e também do governo do Partido dos Trabalhadores.

Num momento de crise, o Estado, balcão de negocio da burguesia precisa trabalhar para garantir que os capitalistas não tenham que pagar por ela, para isso alguém terá que pagar, seja pela redução da maioridade penal, aumento de impostos, ataque aos direitos trabalhista, aumento da repressão etc. Não podemos ter duvida, somos nós os primeiros e os mais atacados, eles vão querer atacar qualquer politica que com anos de luta conseguimos arrancar.

Nesse momento é preciso avançar, de preferência a passos largos. Esse é o momento onde já é possível e mais do que isso é extremamente necessário fazer um balanço estratégico do que significou esses 12 anos de governo PT, desses 30 anos de “democracia” pós ditadura  para que possamos avançar numa luta conseguente contra o racismo e para que não paguemos pela crise.

Precisamos construir no movimento negro um pólo de unidade que aglutine todos os setores antigovernistas para combater a bancada conservadora, mas também para ter autonomia para levar a frente a defesa das demandas do nosso povo. organizando a luta em conjunto com outros setores contra os ataques da crise, colocando sempre as necessidades dos negros e negras e principalmente impondo a discussão racial em todas as lutas e em todos os espaços. Afinal, o combate ao racismo deve sim ter como protagonistas os negros organizados, mas é preciso colocar nossa luta na altura de importância que ela tem.

É preciso que atuemos em todos os lugares onde estamos seja local de estudo, trabalho ou moradia de forma organizada ligando cada atuação a um plano do movimento para mobilizar e lutar. Precisamos colocar a nossa luta na ordem do dia, a construção social e econômica do nosso país nos coloca uma importante tarefa de responder as necessidades de nosso povo, já que é impossível uma verdadeira transformação social sem nós, sem levar a sério a luta negra!

Somo um setor determinante na luta de classes no país, se é verdade que o que vivemos históricamente é setores da esquerda e da direita usar nossas pautas, e cooptar nossos quadros não por querer responder de forma consequente as nossas demandas, mas sim para usar nossa mobilização e força como massa de manobra também é verdadeira a urgência de nos organizarmos.

Não estou querendo apagar a história do movimento negro, mas é preciso sim fazer um balanço dos erros históricos, superar ideias e vícios que não nos ajudaram a avançar, ver quais ideias nos servem, até porque se o movimento negro não é homogêneo sua história também não é. O que levanto é a necessidade de avançar, a história não espera, os ataques estão vindo, nossos irmão estão morrendo, sendo presos, demitidos e etc O que iremos fazer?

Por fim, acredito que os caminhos só podem ser traçados a partir de organização ou reorganização dos nossos. A experiência das politicas raciais do governo mostram centralmente que sem uma politica de independência de classe, de autonomia é impossível levar a frente nossas demandas que são inúmeras, por isso é urgente balanços, organização e estratégia para levar a frente nossa luta e principalmente para resistir a essa crise.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Obama retoma Martin Luther King para conter a luta dos negros



Originalmente publicado em 09 de março de 2015





Nesse sábado, dia 07 de março o primeiro presidente negro dos EUA, Barack Obama, fez parte da marcha em Selma que comemorou 50 anos da grande marcha por direitos civis que resultou no direito voto aos negros.


Essa marcha foi liderada por Martin L. King após uma primeira tentativa que foi duramente reprimida pela polícia, esse episódio ficou conhecido como “domingo Sangrento”, a resposta foi uma marcha de milhares.


O filme que conta a história sobre esse processo ganhou prêmio de melhor trilha sonora no Oscar. As ideias de King têm aparecido com muita força no último período, impulsionadas em certo sentido por setores como o presidente Obama, que fez um apelo para que a população siga o “espírito de Selma”. Mas por quê?


A primeira vista, um presidente negro que reivindica que os negros marchem pelos seus direitos assim como fizeram vários negros e negras ao lado de King parece muito progressista. Mas é preciso analisar melhor o desenvolvimento do próprio movimento negro da época para entender porque em tempos de revoltas populares como Ferguson o governo usa Selma como freio para a rebeldia negra.


Isso se justifica do seguinte modo: além de King, vimos nos EUA no fim da década de sessenta surgir um setor do movimento negro muito mais radicalizado, esse setor ficou conhecido como movimento Black Power, alguns grupos e figuras desse setor são muito conhecidos como Stokely Carmichael, Malcolm X e o Partido dos Panteras Negras. Mas qual a diferença?


O movimento Black Power, tirando conclusões das tentativas dos negros na luta por justiça e liberdade decidiu seguir um caminho diferente de King. Percebeu que não era possível fazer pequenas reformas para inserir os negros na sociedade Norte Americana. Os negros não poderiam se libertar até o fim das amarras sociais e econômicas de anos de escravidão sem acabar com o esse sistema.

Heuy P. Newton, em uma mensagem à sessão plenária da Convenção Constitucional dos povos revolucionários, ao colocar a situação dos negros norteamericanos diz que:

“Nós não compreendíamos, no entanto, que qualquer tentativa de cumprir as promessas de uma revolução do século XVIII no quadro de uma economia e de uma sociedade do século XX estava fadada ao fracasso.(...)


O Movimento dos Direito Civis não conseguiu a promulgação dessas leis e, de fato, nunca a conseguiria dada a natureza da sociedade e da economia americanas. A perspectiva do Movimento de Direitos Civis era a de alcançar objetivos que dois séculos de transformações violentas modificaram profundamente.


Consequentemente, o Movimento dos Direitos Civis – e os movimentos similares- não conseguiu criar quaisquer bases para a vida, a liberdade ou para a felicidade. Só criaram humilhantes programas de ajuda social, de compensação contra o desemprego, programas que, embora conseguindo enganar o povo, são incapazes de modificar a repartição fundamental do poder e dos recursos deste país.


Além disso, enquanto estes movimentos tentam integrar as minorias no sistema, vemos que o governo prossegue a sua política, a qual contradiz a sua retórica democrática.” ¹

Chegando a se apropriar de teorias marxistas, como no caso do Partido dos Panteras Negras e outro, o que esses grupos se propunham era a derrubada desse sistema a partir da organização dos setores oprimidos. Sabiam que o Estado que governa para uma classe dominante e no caso dos EUA para os grandes monopólios não poderia dar-lhes nada a não ser essa vida miserável e a violência policial que já conheciam há anos.


Esses setores não se radicalizaram apenas no conteúdo, mas também nos métodos, se armando para se proteger da polícia, alguns setores optando pela luta armada, organização de greves selvagens em Detroit e etc. Ganharam respeito de grande parte da comunidade negra e foram um grande problema para o governo, foi preciso destruir essas organizações e matar seus líderes para resolver esse “problema”. Os negros não poderiam decidir seu próprio caminho, pois isso significaria colocar de pé, como protagonistas de uma luta para derrubar esse sistema, um dos setores mais oprimidos, mostrando para o “Terceiro Mundo” e para os negros do mundo inteiro que temos um inimigo comum.


Os atos em resposta a morte de Mike Brown e Eric Garner, retomaram um espírito de radicalidade, com aparição de grupos armados como “Heuy P. Newton Guns Club”, enfrentamento com a polícia e etc. Mesmo com a tentativa de vários líderes negros e até mesmo da polícia e do governo de acalmar a revolta popular o que esse episódio mostra a todos e todas é que o povo negro sabe que são alvo da polícia e que o fato de ter um presidente negro no país não alterou em nada a realidade cotidiana dos negros nos EUA.

“Justiça”, era isso que exigiam, mas nem isso o governo norteamericano podia dar, o policial que matou o jovem Michael Brown não foi nem será processado pelo governo. Assim como a polícia não deixará de assassinar os negros nos EUA, pois isso não é apenas uma questão que preconceito da corporação ou falta de policiais negros. Isso faz parte da estrutura de um estado e de um sistema que foi criado e se sustenta pela subjugação dos negros, das mulheres dos LGBTs e etc.


Para que essa rebeldia não reviva o espírito Black Power é que o governo na imagem de Obama tenta a qualquer custo reviver o espírito de Selma. Mas será que o espírito de King e a marcha por direitos civis é capaz de mudar a realidade vivida pelos negros hoje?


O que aponta tanto a experiência do movimento negro norteamericano como os próprios levantes contra o assassinato de negros pela polícia é a necessidade da organização dos negros e negras para dar uma resposta radical que esteja a altura dos acontecimentos e que tire lições políticas dos erros e acertos dos grandes movimentos anteriores para atacar com ainda mais força esse sistema criado para nos explorar, humilhar e oprimir. Que seja internacional e que ligue todos os oprimidos e explorador e que consiga atacar o coração do capitalismo.


1- http://pretotrotskismo.blogspot.com.br/2014/04/mensagem-de-huey-newton-sessao-plenaria.html

Mike B. e Amarildo: duas faces da mesma América



Um espectro negro ronda os EUA e a história se repete novamente, os negros se levantam contra o racismo que aponta suas armas para a juventude preta e pobre.


Tão longe e tão perto. Mike e Amarildo têm em comum muito mais do que sua cor. Jovens negros vítimas de Estados baseados no racismo, na arma da polícia que privilegiadamente aponta pra os pretos. Tronaram-se símbolos do sofrimento negro, da juventude que tem na cor de sua pele a sua sentença de morte.


A mesma cor, a mesma história. Morreram como mais um exemplo do lado mais perverso da existência negra. Mas suas mortes não foram em vão, seu sangue alimentou a força dos que nada têm a perder.


E como se fosse possível, acenderam no Brasil e nos EUA a faísca do exercito de Zumbi. Nem mesmo o presidente negro ou a mulher do Partido dos Trabalhadores conseguiram calar a indignação de um povo que não aguenta mais. Cuidado, os negros estão perdendo o medo de suas policias, começam a questionar seus líderes conciliadores, são novos guerreiros, heróis que se erguem com sede de justiça.


Vejam, em vários lugares do mundo, a juventude e os trabalhadores despertaram do sono da ofensiva neoliberal. Agora é a vez dos pretos, a burguesia treme de medo. E se a revolta inspirar um novo Haiti? A mascara da “democracia racial”, da sociedade pós-racial, começa a cair, e a verdadeira cara da escravidão moderna aparece. Seja nos morros do Rio de Janeiro contra as UPPs, ou nos bairros pretos dos EUA, os negros decidem protestar contra a violência policial que assola suas vidas desde a escravização.


Ao questionar o braço armado do Estado burguês, esses negros devolvem as balas no coração do capitalismo. Sem as armas, como a burguesia protegeria sua propriedade privada? Como conseguiriam dominar? Se num país imperialista como os EUA, alguns pretos conseguiram ter alguma ascensão social, o que sobra para maioria é o trabalho precário, a vida nos guetos, a prisão e a morte pelas mãos da policia.


Do outro lado da América, a burguesia não pode permitir nenhum tipo de ascensão, senão apenas algumas cotas para uma pequena minoria enquanto a maioria esmagadora segue na mesma situação. Cede algumas poucas coisas para enganar o maior exército negro fora de África.


Olhamos com alegria esse levante! Me soa como a melhor das músicas do Facção Central. Mas é preciso mais do que revolta e força, precisamos aprender com os erros e acertos dos guerreiros que nos antecederam. Precisamos nos organizar transformar o ódio em força revolucionária, transformar a ânsia por justiça em organização.


Unir os oprimidos contra os que nos matam, dividir tudo com os que não tem nada!

Nossa tarefa é difícil. Eles têm o Estado, têm os meios de produção, têm a ideologia dominante que nos divide. Mas nós estamos em todos os lugares, em cada fábrica, escola, em cada local de trabalho, somos um exército gigante que não tem nada a perder.


No Brasil, a favela não se cala, mas a falta de uma organização revolucionária de trabalhadores socialistas que ligue a voz dos pretos da periferia com os que possuem em suas mãos a força de parar o mundo impede que os gritos dos bravos guerreiros ecoem mais alto. Assim, a polícia continua a nos matar. Em Belém, a periferia escorre sangue negro. Nas favelas de São Paulo, toque de recolher.


Nos EUA, a luta se reacende. Pode e deve ir além da punição do assassino de Michael Brown. É preciso levantar um programa que seja capaz de responder as indignações das ruas e atacar o racismo pela sua raiz, organizando os negros e negras ao lado dos trabalhadores contra a polícia, o Estado e os patrões.

Precisamos Conversas Sobre a Polícia II



A Necessária polemica com a desmilitarização.

O programa de desmilitarização parte de um problema concreto: a violência policial. Organizações políticas de esquerda, movimentos sociais, movimento negro, representantes da burguesia internacional como a ONU, até mesmo alguns setores a própria policia defendem a desmilitarização como saída para esse problema.

Dentro da luta pela desmilitarização encontramos diferentes significados para esse elemento programático, primeiro discutiremos com as que visam: Apenas da forma a polícia e não de seu conteúdo, apontando para a necessidade de unificação das polícias e retirada de patentes (ou seja uma policia única sem hierarquia), mas sem alterar ação policial; as que fazem um questionamento da formação policial de guerra e do julgamento dos crimes policiais serem tratados em tribunais militares.

Na correta intenção combater a violência policial contra os negros, o genocídio e o encarceramento alguns setores acabam atacando apenas a ponta do iceberg, a polícia militar. Vejam, uma polícia truculenta, racista e assassina não é resultado da forma de organização militar de um setor da polícia, ou até mesmo uma questão de valores e etc. É sim uma necessidade de uma sociedade tão desigual onde a questão de raça e classe se entrelaça profundamente desde sua origem.

Mas não podemos negar totalmente alguns elementos expressos nesses pontos programáticos, pois parte da luta contra a violência policial deve ser o fim alguns privilégios da policia como tribunais militares, patentes, assim como a retirada mediata de bonificação dos policiais que fazem parte dos grupos de operação especial da policia.

Apesar de levantarem pontos importantes para a construção de um programa, não há um questionamento do papel que a policia cumpre enquanto braço armado de um Estado subordinado à uma classe, defendendo a propriedade privada e o lucro dos capitalistas contra a classe trabalhadora e os oprimidos. E como resultado acabam propagandeando para os trabalhadores e negros é que seria possível uma polícia ligada a esse Estado burguês que fosse cidadã, ou seja que defendesse o interesse dos explorados e oprimidos.

Outros setores que defendem também a desmilitarização apresentam um programa definido, que visa prioritariamente uma disputa da instituição Polícia Militar, como pode ser visto no programa do PSTU:


“Fim da atual estrutura policial e criação de uma polícia civil unificada, que defenda os interesses dos pobres e dos bairros da periferia.
Uma estrutura interna democrática com eleição dos comandos superiores.
Direito a sindicalização e de realizar greves em defesa de suas reivindicações.
Salários dignos e condições de trabalho como as do restante do funcionalismo público.
Supressão dos tribunais militares e jurisdição civil para todos os crimes e delitos cometidos por policiais.
Capacitação profissional para investigação com investimento em tecnologia.
Fim imediato das tropas encarregadas de repressão das manifestações.
Fim das empresas de segurança privada; auditoria patrimonial nas existentes, com punição exemplar nos envolvidos em atividades criminosas. Relocalização dos trabalhadores deste setor de segurança, após prévia capacitação.
Além disso, o programa deve apontar para que a população mais carente (organizada em sindicatos, associações de moradores e movimentos sociais) assuma o controle e sua defesa, com a formação de grupos comunitários encarregados de controlar e trabalhar com a Nova Policia Unifica e Civil. Todos devem estar subordinados aos Conselhos Populares de Segurança, formados por trabalhadores, sindicatos e organizações populares e da comunidade.
Por fim é fundamental que os aparatos do estado se coloquem categoricamente contra a criminalização dos movimentos sociais.” ¹



No inicio dessa proposta já podemos observar um grave erro, quando os companheiros defendem a possibilidade de uma policia civil unificada que seja capaz de defender “os interesses dos pobres e dos bairros de periferia”. Ora, essa afirmação contradiz a analise marxista do papel do Estado e de seu aparato repressor. Um partido operário que levanta um programa como esse pode se tornar responsável por fortalecer dentro da classe a ilusão da possibilidade de uma policia para o povo, dificultando o processo de consciência da necessidade de uma organização em armas do povo.

Retomando o programa de transição, Trotsky que diz:

“(...) A tarefa das seções da IV Internacional é ajudar à vanguarda
proletária a compreender o caráter geral e os ritmos de nossa época
e de fecundar a tempo a luta das massas por intermédio de palavras-
de-ordem cada vez mais resolutas e por medidas organizacionais de
combate.”.²


A pergunta que fica é, será que este programa apresentado pelo PSTU ajuda a vanguarda a cumprir esta tarefa? Ao se abandonar a análise marxista de Estado e da polícia, assim como colocar a necessidade da disputa desse setor por fora da luta de classes e do ascenso revolucionário das massas, se comete um erro ainda maior, e que pode ser catastrófico: educando de forma equivocada a vanguarda operária, fazendo enxergar um inimigo de classe como aliado, afinal o policial também é trabalhador como nós”.

Por outro lado exigir o fim das tropas especiais que o Estado constituiu exclusivamente para reprimir a luta dos trabalhadores e oprimidos pela garantia de seus direito explicita o caráter do braço armado do Estado. Se na subjetividade geral garantida pela ideologia hegemônica ainda existe a visão de uma policia que serve para proteger a sociedade, quando se questiona a organização de setores da policia unicamente para reprimir manifestações, consideradas um direito na democracia burguesa se evidencia uma importante contradição dentro da instituição: Se ela serve pra proteger a sociedade, porque reprime a sociedade organizada que está exigindo seus direitos?

Discutir a necessidade do fim de tribunais militares também é uma forma de questionar o papel da policia, já que a própria é responsável por julgar seus atos, garantindo assim a possibilidade de fazer o que for necessário para proteger a classe dominante, ao mesmo tempo em que a coloca ainda mais separada e superior à sociedade. Mas essa mudança não pode levar as massas a depositarem sua esperança na justiça burguesa representada pelo judiciário, que também faz parte do Estado burguês e defende os interesses dos capitalistas, por muitas vezes se colocando ao lado das forças armadas e não das vitimas da classe trabalhadora.

A principal debilidade desse programa é observado na defesa de direitos a sindicalização e greve, assim como de salário, condição de trabalho e capacitação policial. Ora, os revolucionários querem organizar as massas contra a burguesia e seus lacaios, não devem defender direitos dos homens armados do Estado. Se as forças armadas ligadas a um Estado de classe defende os interesses da classe dominante só podemos chegar a conclusão de que: quanto melhores condições forem dadas à policia, mais forte ela estará para atacar os trabalhadores e matar a juventude negra. Também é fato que a própria burguesia precisa garantir métodos de controle das suas tropas, quanto mais repressiva e forte forem as suas tropas de homens armados, mais necessitará de um controle rígido, exatamente para que não se volte contra seus “patrões”.

A história da luta de classes mostra que o enfraquecimento do aparato repressivo e quem sabe uma possível divisão entre alto comando e a base dessas forças só pode ter alguma condição de acontecer como resultado da pressão de grandes fatos da luta de classes, dividindo os que decidem reprimir e os que se recusam e passam com suas armas para o campo de mobilização popular. Sendo assim para dividir as forçar armadas é necessário luta operária e popular, uma grande mobilização revolucionária das massas que vise vencer a repressão do Estado através de um exercito de autodefesa, e não colocar em risco os trabalhadores colocando pra dentro de suas organizações (centrais sindicais e etc) sindicatos policiais.

Por fim, conselhos populares de segurança que controlem a policia que ainda estará ligada ao Estado burguês na verdade só seria viável como forma de desvio, ou seja,por via de “conselhos gestores” que não impede em nenhum momento que a polícia deixe de cumprir o seu papel quando preciso. Mas como já vimos na saúde e em outros espaços, esse processo dificultaria ainda mais o avanço da consciência as massas sobre o papel da policia e do Estado, pois com uma cara mais democrática a polícia não iria deixar de cumprir seu papel de classes e quando for necessária vai se colocar conta a população que se iludiu com a ideia de uma gestão popular dos homens armados da burguesia.

Para terminar a discussão com os diferentes tipos de desmilitarização cito um debate já aberto em nosso livro:

Outros setores ainda defendem um “desarmamento da polícia” como concretização a “desmilitarização”. Ninguém é contrário a desarmar a polícia. Fazê-lo seria um passo importantíssimo para sua dissolução. Porém, este programa não é implementável senão por meio de armas nas mãos dos trabalhadores organizados em comitês de autodefesa e milícias ligadas aos sindicatos e organizações populares em um processo abertamente revolucionário. Não há lei e negociação possível que leve a burguesia a autorizar perder seus cães de guarda. O “desarmamento” por meio de leis e pressões pacíficas sobre as instituições da democracia burguesa é tão utópico quanto achar que a burguesia vai ceder seu poder sem combate. Além disso, esse programa reduz o problema da repressão às armas de fogo, deixando de lado a existência de um sistema penal e jurídico que possui as mesmas bases e produz o mesmo resultado repressivo e assassino que as tropas policiais armadas.³
Sendo assim é preciso que os revolucionários façam propaganda em todos os lugares sobre a necessidade do fim do braço armado do Estado burguês, clarificando para o conjunto da classe o papel deste setor. Não devemos ser responsáveis por nenhuma duvida sobre a possibilidade da instituição servir aos trabalhadores, por isso a necessidade de defender o fim das polícias.

Mas isso é insuficiente, é preciso organizar a luta pelas demandas concretas e urgentes que surgem da violência policial. Para responder às chacinas, ao genocídio, a repressão à organização operária e popular e outras tantas pautas é preciso pensar um programa de ação que leve a uma organização independente operária e popular que use sua própria força de mobilização e as ferramentas de luta construída pelos trabalhadores. E luta por esse programa, deve dar pequenos exemplos da auto-organização para cumprir o papel que o Estado burguês não pode cumprir como exemplo o julgamento dos responsáveis pelas mortes dos jovens negros e etc.Contestar o braço armado do Estado é parte fundamental para a luta pela mancipação da humanidade, ao passo que é possível desvelar o papel de classe desse aparato que se diz “neutro” e colocar a todos os oprimidos e explorados a necessidade de se organizarem para lutar contra a classe dominante e seus representantes. Num país como o nosso, onde a policia foi e ainda é necessária para atacar principalmente os negros não há reforma nessa instituição que possa resolver o genocídio e da violência cotidiana que os negros sofrem.

1- http://www.pstu.org.br/node/9154
2- https://www.marxists.org/portugues/trotsky/1938/programa/
3- http://www.palavraoperaria.org/PDF-DO-LIVRO-COMPLETO

Precisamos Conversar Sobre a Polícia I



Os número sobre a violência policial em nosso país são alarmantes e tem como principal vítimas negros e negras, pesquisa feita em SP, DF, MG e RJ mostra que em um grupo de 10 0mil a proporção de mortes em ação policial tem a proporção de 1,4 negros para 0,5 brancos, sendo que a população auto-declarada negra não passa da metade. Isso não é por um acaso.


Não precisamos nem recorrer às pesquisas, todos os dias o jornais escorrem sangue negro por todos os lados, chacinas, morte nas UPP´s no Rio de Janeiro e todo tipo de violência possível de se imaginar. Os números de homicídios no Brasil são números de guerra, uma guerra onde o principal alvo é negro, com 3x mais chances de morrer que os brancos, e dentre os negros são os jovens os que mais morrem.


Os negros, são o principal alvo da policia e isso se expressa dês da expressão “suspeito padrão”, como em panfletos onde os bandidos são representados por personagens negras. Não é a toa que também é negra a maior parte da população carcerária de nosso país.

A polícia “moderna” filha dos bandeirantes, grandes caçadores de índios e negros, não pode ter um papel diferente na sociedade Brasileira, que precisa conter de alguma forma os setores que mais sofrem as mazelas do capitalismo.


Para combater o genocídio dos negros e a violência do braço armado do Estado com suas polícias e penitenciarias é preciso pensar um programa que seja capaz de dar resposta ao questionamento da violência policial e que mostre que a única força capaz de acabar com esse problema é a unidade operária e popular a partir dos métodos de luta da classe trabalhadora com independência de classe


Caráter de classe da polícia.


No Manifesto Comunista, Marx já alertava aos trabalhadores que o Estado moderno serve como balção de negócios da classe dominante. Ou seja, em uma sociedade dividade em classes que possuem interesses opostos e irreconciliáveis é preciso criar mecanismos que garantam a exploração de uma sobre a outra.


O Estado não é uma instituição neutra, ao contrário, serve como ferramenta de opressão que dispõe de destacamentos de homens armados e prisões (podendo ter outras instituições coercitivas também) para garantir o domínio de uma classe, no caso do sistema capitalista a burguesia. Esses destacamentos de homens armados são separados e superiores à sociedade e se contrapõe à organização da população em armas.


Mesmo quando o Estado, em alguns momentos possa também cumprir outros papeis, como a responsabilidade por várias questões sociais (como educação e saúde), o faz para aparecer enquanto uma instituição que garante o bem-estar geral e continuar perpetuando a dominação de classe, que é garantida pelo grupo de homens armados.


Isso é preciso porque em uma sociedade de classes, o armamento espontâneo da população levaria, como já vimos na história, à uma guerra civil devido a interesses antagônicos. Então a burguesia mantém a partir de seu Estado o controle social garantido pelo destacamento de homens armados como mecanismo pelo qual garante sua dominação.


É preciso ter um controle rígido sobre essa força armada, pois é o que garante a exploração da maior parte da população por um pequeno setor. Por isso a disciplina desses homens armados é tão forte, para garantir que defendam os interesses da burguesia e não dos oprimidos e explorados.


Entendendo o papel do Estado e seu braço armado a única conclusão que podemos chegar é que: qualquer força policial ligada ao Estado burguês NÃO PODE SERVIR aos negros nem aos trabalhadores.


No Brasil, o caráter racista da polícia


Na formação do Brasil, se por um lado as forças repressivas do estado cumpre seu papel de classe, por outro para cumprir esse papel carrega um caráter extremamente racista e violento.

Num país que teve como base do seu desenvolvimento a escravização de negros africanos e que por conta de uma elite débil não pode desligar seus laços de independência com a metrópole por medo da massas escravas, o aparato repressor do Estado só poderia ser formado para garantir a segurança de uma pequena elite branca a partir da repressão à massa negra. Esse elemento permanece na ascensão da burguesia brasileira que, por medo dos negros libertos e da classe trabalhadora que começa a nascer preferiu manter sua relação umbilical com a elite colonial. Ainda hoje podemos ver esse desenvolvimento como colocamos no livro Questão negra, marxismo e classe operária no Brasil:


A polícia no Brasil foi criada para caçar negros. Na capital imperial, o policial que capturasse algum negro nas ruas e não conseguisse provar quem era “seu dono” o levava a uma prisão especializada, o Calabouço. Lá ele tinha suas medidas feitas e um anúncio ia ao diário oficial para que algum dono fosse lhe reclamar. O policial que o capturava ganhava um bônus. As principais funções da polícia e do Diário Oficial surgiram para reprimir os negros. O judiciário do império também se desenvolveu para tratar de questões de propriedade, sobretudo de negros. Em resumo, o Estado brasileiro, em suas instituições fundamentais, surgiu baseado na escravidão e em sua reprodução.


A bonificação por caça de negros, interrompida com o fim da escravidão, ressurgiu nos anos 1990 com uma bolsa que foi apelidada pelos movimentos de direitos humanos da época como “bolsa faroeste”. Havia uma remuneração ao policial que se envolvesse em algum “auto de resistência” (eufemismo para o assassinato de negros pobres por policiais), com limite de três. Ou seja, o policial que tivesse matado três pessoas ganhava mais que o que tivesse matado dois, que por sua vez ganhava mais que o que tivesse matado um, o qual ganhava mais que o policial que não havia matado nenhum. Esta bolsa foi extinta. Porém, ainda hoje algumas tropas especiais recebem uma bonificação extra. Estas tropas com bônus são o BOPE, o Choque (ambas com um adicional de R$ 1.000,00 pagos pelo Estado), e as UPPs (R$ 750,00, pagos pela prefeitura).


Este incentivo a estas tropas especiais indicam quais são os programas estratégicos para a burguesia manter seu domínio. Se por um lado todas as polícias são fundamentais para a garantia da ordem, há tropas que a burguesia presta especial atenção em seu estado de ânimo e busca complementar a lavagem cerebral com incentivos pecuniários. Prólogo São as tropas usadas para reprimir as manifestações (UPP e Choque) e aquelas que são usadas para matar o máximo possível de pretos e pobres nas favelas e periferias (BOPE, ROTA). De forma indireta, a “bolsa faroeste” e a caça dos negros do império seguem existindo. Ao olhar o número de mortos pela polícia, o número de desaparecidos nas UPPs, a polícia do Império revive. (Comitê Editorial, 2013).


Ainda hoje a violência e o racismo da policia brasileira se tornam necessários, já que des da abolição o Estado brasileiro efetivou politicas para que os negros recém libertos fossem marginalizados tornando-se assim o setor mais precarizado da classe trabalhadora e também a maior parte dos trabalhadores sem terra e pobres urbanos.


Com uma enorme desigualdade social é preciso garantir que esses setores mais pauperizados não se levantem contra esse sistema. Para garantir a “paz” da burguesia contra os morros do Rio de Janeiro a política foi as UPP’s, e sabemos que mesmo sem a “polícia pacificadora” as favelas e periferias são alvos preferenciais da repressão da policia e vivem militarizadas.


Não é a toa que no momento de crise uma das politicas que já foi aprovada na Câmara e será votada no Senado é a redução da maioridade penal, afinal a juventude já tem sentido o peso do desemprego e de outros ataques do governo e como em qualquer outra questão são os jovens negros os que mais sofrem. É preciso garantir que o Estado terá condições de reprimir esse setor explosivo, o que não significa que isso já não seja feito, mas agora pode ser ainda mais massivo.


Esse é o Estado burguês, mata e prende os negros para defender os ladrões de colarinho branco e garantir o lucro dos maiores ladrões dessa sociedade: a burguesia. É a classe dominante que rouba nossas vidas, nossa saúde, que mata por dinheiro que não tem remorso em deixar milhares com fome, sem casa e sem saúde, porque precisam disso para poder ganhar cada vez mais

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Quem são os “Novos Panteras Negras?”







Mais um vez os Novos Panteras Negras são alvos de notícia, dessa vez por confrontar o grupo Cavaleiros Brancos Leiais da KKK na Carolina do Sul. Os mesmbros da KKK marchavam contra a retirada da bandeira dos Estados Confederados - símbolo da Guerra Civil norteamericana- dos prédios públicos da cidade.

De um lado racistas ligados a KKK carregando bandeiras dos Estados Confederados e suásticas, do outro membros das gangues de rua Bloods e Crips e o grupo Novo Partido dos Panteras Negras, além de negros ligados ao movimento por direito civis. Agressões verbais e físicas foram trocadas deixando feridos e pelo menos 2 presos. Ao menos 400 membros do NBPP marcharam uniformizados carregando bandeiras do movimento e do lado dos negros as bandeiras racistas foram queimadas e rasgadas.

Mais uma prova viva de que mesmo com um presidente afro-americano o racismo no estados unidos se perpetua ao ponto de grupos racistas como a KKK conhecidos histórica mente por queimar casas, esforcar e matar negros além de outras atrocidades se sentirem a vontade para marchar contra a retirada das bandeiras sujas de sangue negro da cidade.

Uma ação de extrema importância protagonizada por esses grupo, é preciso organizar ações contra  esses grupos racistas que se sente a vontade de sair nas ruas expressando seu ódio contra os setores oprimidos. Ainda mais em um país com o histórico de racismo como esse.


Mas quem é essa organização negra?

Fundada em 1990, o  Novo Partido dos Panteras Negras em Auto-defesa (NBPP) é uma organização militante separatista negra e anti-semitista, conhecida por incitar e promover o ódio racial contra judeus e brancos.

Grande parte de sua ideologia vem da afirmação de que os afro-americanos continuam a sofrer com a estrutura de poder branca racista que oprime negros econômica e politicamente desda escravidão. Esse racismo institucional tem como autores principais os brancos, assim como judeus que para eles tem um controle desproporcional econômico e politico.

Apesar de ter o mesmo nove dos antigos Panteras Negras da década de 60, trazem uma ideologia bem diferente. Membros do partido original já chegaram inclusive a mover processos para que retirassem o nome, segundo Bobby Seal (um dos fundadores do Partido dos Panteras Negras original) eles se apropriaram do nome para “sequestrar a nossa história”.

No site do grupo eles levantam seus propósitos e objetivos, vejamos abaixo:

1. Unir e reunir o povo Pretos/Africanos em uma frente nacional em base ao nacionalismo negro.
2. Lutar pela derrubada do racismo branco, inferioridade preta, o colonialismo criminal, imperialismo e dominação. Lutar pelo estabelecimento, manutenção e direito à auto-determinação dos povos Pretos/Africanos nos Estados Unidos e no exterior.
3. Trabalhar e lutar pelo o estabelecimento e manutenção de uma Frente Única preta/Africana.
4. Apoiar e divulgar a promoção educativa, cultural e econômica Preta/Africana.
5. Propagar e promover a marca e ideologia do nacionalismo revolucionario Preto/ Pan Africanismo, promovendo a unidade entre os povos da África e de ascendência Africana
através do uso de Propaganda adequada.


As Primeiras raízes do grupo podem ser atribuídas a Michael McGee, um ex-membro dos Panteras Negras originais que teve a ideia de recrutar bandidos de gangues de rua para organizar uma "milícia Pantera Negra". No mesmo ano decidiu fazer um encontro para recrutar mais membros para essa nova organização. Em 1993 McGee organizou um encontro nacional que deu origem ao grupo e acabou se tornando um importante líder nacional recrutando negros radicais em várias cidades para a causa

Khalid Abdul Muhammad, ex-porta-voz da Nação do Islã (NOI- grupo que Malcolm X compôs no inicio de sua trajetória politica) foi um dos extremistas mais importantes que se juntou ao NBPP. Em 1998, Muhammad se tornou presidente do grupo, com a sua morte em fevereiro de 2001, Malik Zulu Shabazz, o sucedeu como presidente do organização.


Essa é a melhor saída para o povo negro?

Contra o racismo nos EUA várias organizações já se formaram, algumas delas seguindo a mesma linha que os novos panteras, mas a pergunta é será que é essa saída realmente que queremos?

Em programa de rádio da organização, o Marechal Nacional do Campo, King Samir Shabazz, chegou a fazer um discurso inflamado sobre matar bebês brancos e bombardear igrejas brancas. Se os negros querem ser livres, Shabazz explicou, "vão ter que matar alguns desses bebês, que nasceram três segundo atrás. Vão ter que ir para a creche maldito Deus e apenas jogar uma bomba maldita no berçário maldito e apenas matar todos brancos em vista que não está certo." Mais adiante, no mesmo discurso, afirma também sobre igrejas brancas: "Bem, nós vamos jogar uma bomba naquela igreja Deus amaldiçoe, queimar até o caipira, queimar o Jesus caipira, e queimar algum caipira de supremacia branca."

O que fica evidente na ação desse grupo é uma orientação bem clara contra os brancos e judeus, sem nenhuma diferenciação de que é o verdadeiro responsável pela mazela sentida por todos os negros e negras do mundo inteiro. É possível culpabilizar toda uma raça pelo racismo? Podemos dizer que TODOS os brancos que conhecemos são responsáveis pela manutenção do racismo? Que nenhum negro ajuda nesse processo de manutenção? Ou é preciso fazer algumas diferenciações?

Já no final da década de 60 nos EUA membros do movimento Black Power, incluindo os Panteras originais, já conseguiam perceber que na verdade os verdadeiros culpados pelo racismo não eram os brancos como um todo, mas a burguesia imperialista hegemonicamente branca e totalmente racista que colocava os negros dos EUA em pé de igualdade com o que chamavam de povos do Terceiro Mundo. E a partir desta divisão conseguiam dominar melhor a todos. Nesse sentido, mesmo com alguns problemas estratégicos os Panteras originais deram importantes exemplos de unidade contra o imperialismo norteamericano.

Não estou negando aqui o fato de que existem dentro do seio da classe trabalhadora e dos setores marginalizados a reprodução do racismo, inclusive porque é parte desse processo de dominação entrar ideologicamente na mente dos trabalhadores brancos fazendo com que eles acreditem de alguma fora que fazem parte desse grupo dominante e separa-los dos negros já que na primeira vista não são atingidos pelos problemas do racismo.

É preciso entender que o racismo nos EUA e em todo mundo ainda existe por ser necessário para algum setor da sociedade e que não podemos nesse sentido culpabilizar todos os brancos por isso. A burguesia internacional, que sim é hegemonicamente branca é que é responsável e lucra absurdamente com a nossa divisão entre raça, sexo e etc. É preciso uma estratégia para derrubar essa classe e seus representantes (sendo eles brancos ou não) para isso é preciso uma unidade entre a única classe que pode derrubar o capitalismo e todos os oprimidos.

Não é possível como esse setor defende uma revolução socialista negra, pois mesmo que a luta negra triunfe nos EUA com essa estratégia e que se crie um estado separado de negros que vise acabar com a divisão de classes a burguesia de todo o mundo tentaria com todas as suas forças acabar com esse Estado, e assim como vimos na história, o isolamento o fará degenerar ou simplismente ser massacrado, nos dois casos o capitalismo racista voltará a imperar.

Uma revisão estratégica é necessária para conseguir fazer triunfar a luta dos negros nos EUA e em todo o mundo, sem isso a politica da burguesia racista continuará a imperar, e iremos responder com algumas balas os tiros de canhão que recebemos há anos. Mesmo para que seja possível esmagar essas organizações racistas, como o KKK nos EUA é preciso fazer um balanço histórico de porque outras organizações na história já se confrontaram com esses grupos, mas mesmo assim eles não deixaram de existir e vem nesse ultimo período se fortalecendo.

É claro que muitos vão levantar a discussão do distanciamento da esquerda com as demandas negras ou mesmo que o marxismo não é capaz de se apropriar das particularidades de nosso povo. O problema é que o capitalismo na sua fase imperialista se tornou um sistema mundial, responsável pela exploração e opressão de trabalhadores de todos os povos do mundo, sendo assim é inevitável a batalha contra ele, a não ser que defendamos não o fim da opressão, mas a troca dos sujeitos opressores. Além desse fator crucial é preciso lembrar que a revolução socialista deve ser pensada e traçada de acordo com as particularidades de cada país. Sendo assim creio que a suposição de que o marxismo não dialogue com as particularidades do povo negro tenha mais a ver com as experiências ruins principalmente com os partidos comunistas estalinizados do que com o verdadeiro marxismo revolucionário.

Agora dentro da esquerda também existem várias estratégias, é preciso ver qual possibilista a unificação com as demandas e a cultura negra e que seja capaz de dar fim a esse sistema que nos impõe todas essas mazelas. Uma esquerda que não consegue se apropriar da luta contra o racismo, que a use de forma oportunista ou que simplismente defenda que essaluta só é possivel depois da revolução sem combater o racismo todos os dias não servepro povo negro e também não serve pra nenhum outro setor oprimido e explorado.

É preciso a construção de um partido internacional, que junte os trabalhadores e os povos oprimidos de todo o mundo e que tome para si a demanda dos negros, das mulheres, dos LGBT´s e etc. Infelizmente hoje esse partido ainda não existe, por isso devemos querer e lutar para sermos parte da construção dessa organização e da libertação de toda a humanidade

A divisão dos desfavorecidos fortalece nossos opressores, só conseguiremos triunfar se acertamos com um só punho a raiz de nossas mazelas e ela se chama CAPITALISMO.





Vejam os 10 pontos do grupo.

1. Queremos liberdade. Queremos o poder de auto-determinação, e para determinar o destino de nossa comunidade e da nação PRETA.
Nós acreditamos no código moral espiritual de nossos antepassados. Nós acreditamos nas verdades da Bíblia, Alcorão e outros textos sagrados e escritos. Nós acreditamos em MAAT e os princípios da NGUZO SABA. Acreditamos que pessoas negras não serão livre até que sejamos capazes de determinar nosso destino divino.
2. Queremos pleno emprego para o nosso povo e exigimos a dignidade de fazer por nós mesmos o que temos implorado ao homem branco para fazer por nós.
Acreditamos que uma vez que o homem branco nos manteve surdos, mudos e cegos, e usaram todos truques sujos nos livros para ficar no caminho da nossa liberdade e independência, que deve ser remunerado até o momento em que podemos empregar e prever nós mesmos.
Nós acreditamos ainda mais em: o poder nas mãos do povo! Riqueza nas mãos do povo! ARMAS NAS MÃOS DO POVO!
3. Queremos isenção fiscal e um fim ao roubo da nação PRETA pelo capitalista. Queremos um fim à dominação capitalista da África em todas as suas formas: o imperialismo, o colonialismo penal colono, neo-colonialismo, racismo, sexismo, o sionismo, o apartheid e fronteiras artificiais.
Nós acreditamos que este governo racista nos roubou, e agora estamos exigindo a dívida vencida de reparações. Uma forma de reparação foi prometido há 100 anos (quarenta acres e uma mula) como restituição pelo genocídio continuou do nosso povo e para em medida significativa e reparar os danos para o Holocausto AFRICANO (Maangamizo / Maafa).
Nós acreditamos que nossos povos devem ser isentos de qualquer imposto, contanto que são privados de justiça igual sob as leis do país e da dívida em atraso reparações continua por pagar. Nós aceitaremos o pagamento em terral e rica, metais preciosos, indústria, comércio e moeda. Como crimes de genocídio continuam, tribunais populares devem ser configurados para processar e executar.
Aos judeus foram dadas reparações. Aos japoneses foram dadas reparações. Ao preto, ao Vermelho e o Marrons deve ser dada reparações. O homem branco americano nos deve reparações. Inglaterra nos deve reparações. França nos deve reparações, Espanha e toda a Europa. África nos deve reparações e repatriamento. Os árabes nos deve reparações. Os judeus nos deve reparações. Todos participaram no Holocausto AFRICANO e o abate de 600 milhões de nosso povo ao longo dos últimos 6.000 anos, em geral, e 400 anos, em particular. Sabemos que esta é uma exigência razoável e justa que fazemos neste momento da história.
4. Queremos habitação decente, apto para o abrigo de seres humanos, de cuidados de saúde gratuitos (preventiva e manutenção). Queremos um fim ao tráfico de drogas e à guerra biológica e química orientados para o nosso povo. Nós acreditamos que uma vez que os proprietários brancos não vai dar habitação digna e cuidados de saúde de qualidade para a nossa comunidade negra, o que ele habitação, a terra, as instituições sociais, políticas e econômicas devem ser feitas em Nova independente UUAMAA comuns Africano / cooperativas para que nossa comunidade, com reparações do governo e ajuda (até que possamos fazer por nós mesmos) pode construir e fazer o combate as drogas, moradia digna, com instalações de saúde para o nosso povo.
5. Queremos educação para o nosso povo que expõe a verdadeira natureza desta sociedade americana diabólico e decadente. Queremos uma educação que nos ensine nossa verdadeira história e nosso papel na sociedade atual. Nós acreditamos em um sistema educacional que vai dar ao nosso povo um conhecimento de si. Se não temos conhecimento de si mesmo e da nossa posição na sociedade e no mundo, então temos pouca chance de se relacionar corretamente com qualquer outra coisa.
6. Queremos que todos os homens negros e mulheres negras para ser isentos do serviço militar.
Acreditamos que pessoas negras não devem ser forçados a lutar no serviço militar para defender um governo racista que nos mantém cativos e não nos protege. Nós não vamos lutar e matar outras pessoas de cor no mundo que, como pessoas negras, estão sendo vitimizados pelo governo branco racista da América. Vamos nos proteger da força e da violência da polícia e dos militares racistas racista, por qualquer meio necessário.
7. Queremos um fim imediato do ASSÉIDO policial, brutalidade e assassinato de pessoas negras. Queremos um fim ao Black-on-Black violência, dar informações, cooperação e colaboração com o opressor.
Acreditamos que podemos acabar com a brutalidade policial em nossa comunidade através da organização de grupos de autodefesa Preto (das pessoas negras Milícias / Exércitos pretas da libertação) que se dedicam a defender a nossa Comunidade Negra de racista, fascista, policial / militar opressão e brutalidade. A Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos branco dá o direito de portar armas. Portanto, acreditamos que todas as pessoas negras devem se unir e formar uma Frente Unida Africano e nos armar para a autodefesa.
8. Queremos liberdade para todos os homens negros e mulheres negras, realizada em, militar, federal, estadual, distrital, cadeias e prisões internacionais da cidade.
Acreditamos que todos os negros e pessoas de cor deve ser libertado das muitas cadeias e prisões porque não receberam um julgamento justo e imparcial. Lançado meios liberados para as autoridades legítimas da Nação Preta.
9. Queremos que todas as pessoas negras quando levadas a julgamento seja julgadas em um tribunal com um júri de seus pares grupo ou pessoas de suas comunidades negras, conforme definido pela legislação branca da Constituição dos Estados Unidos.
Acreditamos que os tribunais devem seguir a sua própria lei, se a sua natureza vai permitir que (como indicado na sua Constituição dos Estados Unidos) para que pessoas negras receberam um julgamento justo. A 6ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos dá um homem / mulher o direito a um julgamento imparcial, o que foi interpretado como um julgamento justo por um grupo de pares. Um par é uma pessoa de um contexto económico, social, religiosa, geográfica, ambiental, histórico e racial similar. Para fazer isso, o tribunal será forçado a selecionar um júri da comunidade negra a partir do qual o réu preto veio. Nós temos sido e estão sendo julgados por todos os jurados brancos que não têm compreensão da pessoa média raciocínio da Comunidade Negra.
10. Exigimos o fim à pena de morte RACISTA como é aplicado aos negros e oprimidos na América. EXIGIMOS liberdade para todos os presos políticos do PRETO VERMELHO E MARROM NAÇÃO!
Queremos terra, pão, habitação, educação, vestuário, justiça e paz. E, como nosso objetivo político, queremos Libertação Nacional em um estado ou território da nossa própria, aqui ou em outro lugar separado, uma zona liberada (Nova África ou da África), e um plebiscito a ser realizado em toda a nação negra que só vamos ser autorizados a participar, para efeitos de determinação da nossa vontade e destino divino como povo. LIVRE DA TERRA! SE VOCÊ NAÇÃO PODEROSO! Você pode fazer o que você vai! BLACK POWER! A história provou que o homem branco é absolutamente desagradável de se conviver em paz. Ninguém foi capaz de conviver com o homem branco. Todas as pessoas de cor foram submetidos a ira do homem branco. Acreditamos que sua própria natureza, não permitirá o compartilhamento verdade, a justiça, a equidade ea justiça. Portanto, para o homem vermelho e mulher, ao amarelo e ao Brown, dizemos a vocês o cão raivoso MESMO QUE te mordeu, mordeu nós também! TODO PODER AO POVO!

site do grupo: http://www.newblackpanther.com/

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Black Riders Liberation Party: Africano Intercomunalismo I por GERAL T.A.C.O


Vocês já ouiram falar sobre os “Black Riders Liberation Party”?
Conhecidos como a continuidade do importante partido de negros, os Panteras Negras, esse também partido organiza negros e negras no EUA a fim de acabar com o racismo mundial a partir da revolução internacionalista.
Em sua página no facebook eles apresentam a organização e mostram vídeos e notícias sobre as suas ações e as mobilizações nos EUA contra o racismo.
Fique muito curiosa com o grupo, então decidi traduzir seus textos que discutem sua estratégia para podermos compartilhar. Espero que gostem.

Africano Intercomunalismo I por GERAL T.A.C.O
3 de fevereiro de 2013, 00:59




Quando ele [Partido dos Panteras Negras] começou em 1966, você tem que entender que ele tinha um característica, simples, restrita, ideologia Nacionalista Negra. O Partido dos Panteras Negras na época era especificamente preocupado em patrulhar a policia e outros locais da comunidade negra. Mas além disso,  numerosos debates com os nacionalistas culturais os levou a uma outra fase de sua ideologia. O Partido dos Panteras Negras estabeleceu uma ideologia em movimento. Essa ideologia em movimento levou pelo menos a quatro fases de sua ideologia. A última fase, que estamos mais preocupados é chamada de Intercomunalismo Revolucionário. Mas tocaremos nas outras fases apenas para que possamos ter uma compreensão adequada, assim teremos uma fundamentação adequada.

Quando deixaram de ser Nacionalistas Negros simples e restritos, a fim de fazer uma distinção entre eles e outros grupos nacionalistas culturais daquele tempo, eles se mudaram do Nacionalismo Negro para o Nacionalismo Negro Revolucionário, incluindo o socialismo. Então, eles tomaram esta posição quando ganharam mais conhecimento sobre Mao, eles ganharam mais conhecimento de Marx, Lenin, e outros pensadores de esquerda, o que os impulsionou a adotar tanto uma e análise de raça e classe. Sob a ideologia do Nacionalismo Negro restrito eles estavam mais preocupados primeiramente com a raça. Uma vez que eles começaram a entender que a revolução precisa mais do que apenas negros para que se torne total, e para que se torne um ambiente sério que eliminaria o racismo. Em seguida, a necessidade de definir uma ideologia correta tornou-se de hiper e super importância para eles. Para qualquer grupo revolucionário é necessário, você sabe, porque sua ideologia é seu ideal, na raiz, na base, os seus ideais. E os ideais são basicamente teorias. Teorias são a acumulação histórica de fatos com base em onde você está hoje. Sermos negros e oprimidos, uma análise de raça e classe simples é a chave para a compreensão da Revolução. Então, quando eles se mudaram do estreito Nacionalismo Negro para o Nacionalismo Negro Revolucionário adicionando o socialismo, então começaram a definir o socialismo como a nova civilização que eles estavam tentando alcançar. Sob o socialismo, uma vez que o meio de produção é arrancado do opressor, uma vez que o poder do Estado é tirado do opressor, então o lumpen-proletariado está pronto para alcançar o poder político, enquanto a burguesia seria suprimida. E pelo lumpen-proletariado se faria a ditadura do lumpen-proletariado, tornando-se o estado em si para suprimir a burguesia, isso que os Panteras sentiam que era um objetivo necessário para eliminar o racismo.

Mas, eles começaram a abrir ainda mais os quando desenvolveram uma ideologia internacionalista. Agora, eles ainda mantém um senso de Nacionalismo Negro apenas por deixar que somente as pessoas negras se juntem aos Panteras Negras, mas incentivam outros grupos, outras raças, para se organizar dentro de suas comunidades. Então, fora desta organização, eles desenvolveram uma filosofia Internacionalista em que, mesmo que eles lutem pelos negros aqui, dentro Amerikkka, eles sentiram que isso só limitava, isso seria considerado chauvinismo racial, ou quase um racismo preto. Você sabe, nós, como uma organização REJEITAMOS qualquer noção de racismo preto, você sabe, porque de acordo com George Jackson, acreditamos que não podemos esperar que o negro médio  diferencie as pessoas brancas pobres e brancas ricas, quando todas as presas racistas estão contra nós. Então, o homem negro médio não tem conhecimento dessas realidades econômicas sociais, você vê. Então, eles começaram a olhar para uma filosofia mais Internacionalista. Eles começaram a compreender que a luta dos negros está ligada a luta dos vietnamitas, está ligada a lutas de diferentes movimentos de libertação nacional em todo o mundo. Então, quando eles adotaram essa filosofia Internacionalista, eles queriam estabelecer a solidariedade do Terceiro Mundo com todos os países oprimidos, ligando estas sociedades revolucionárias com as comunas negras revolucionárias que o Partido dos Panteras Negras estava criando, e da combinação de ambos, negros e outras povos oprimidos e pessoas do Terceiro Mundo dentro deste país, mais os países revolucionários no Terceiro Mundo engajar-se em guerra contra a classe dominante, que certifica e garante a derrota do imperialismo Amerikkkano, fascismo AmerikKKano. Porque, com a ajuda do Terceiro Mundo entendemos que militarmente a Amerikkka não pode, ao contrário do que se costuma dizer, vencer inúmeras guerras ao mesmo tempo. Portanto, esta estratégia faz com que o fascismo espalhe suas forças militares muito, porque eles não podem lutar em muitas frentes diferentes, especialmente quando nós existimos dentro do ventre da besta, e nós somos uma parte crítica da máquina fascista. Para nós a tornar-se deslocado, ou mesmo tornar-se uma chave de macaco na máquina, poderia causar uma guerra imperialista a entrar em erupção, iria causar indigestão para o valentão, o Golias, você sabe, dentro do ventre da besta.

E ntão, da filosofia Internacionalista Revolucionária veio Intercomunalismo. A razão pela qual eles se mudaram de internacionalismo revolucionário para Intercomunalismo foi porque um grupo específico de tendências da economia capitalista mundial começou a ganhar lugar naquele momento específico. Muitas revoluções e muitos movimentos de libertação nacional em todo o planeta, muitos guerrilheiros em todo o planeta, decidiram aceitar, na maioria dos casos, a independência pseudo-política. Na maioria dos casos eles aceitaram o neocolonialismo, onde você tem um rosto negro em um lugar alto. Ou você tem poder Branco disfarçado de potência preta. Onde você tem Poder Branco disfarçado de Poder Negro. Quando você não tem nada, mas um símbolo Preto e um símbolo Negro, você sabe, foram apontados como pessoas que poderiam se identificam com o Estado fascista, mas, ao mesmo tempo, parece identificar-se com as massas. Então, geralmente o neocolonialismo se estabelece quando as pessoas pobres, oprimidas desenvolvem movimentos de libertação nacional e o país da mãe, o super poder Europeu, começa a reconhecer a ameaça dessas guerras anti-coloniais. Então, o que eles fazem é tentar conceder ou permitir, ou dar uma aparência de liberdade --- uma aparência de poder político, sem poder econômico --- para convencer as massas de que não é mais necessário procurar mudança revolucionária; que eles podem estabelecer a mudança dentro da composição capitalista, o modelo capitalista. Ao adotar uma posição fantoche neo-colonial, tornaram-se os gerentes e os administradores a estrutura neocolonial. Neo significa novo, então é como um novo colonialismo. Um novo colonialismo onde você tem as pessoas de determinado país que oprime o seu próprio povo com a ideologia ocidental, com a ideologia capitalista. Você sabe, eles estão autorizados a acumular grandes contas bancárias na Suíça, você sabe, alguns deles têm sido conhecidos por serem mil vezes mais rico do que toda a sua população junta! Mas ainda e ainda, a maioria dos truques e funis econômicos voltam para o país da mãe. Desse modo, o opressor estabelecer o controle, mas é indireto, você sabe. Então, fora de que a compreensão de neocolonialismo e a compreensão de que uma vez que a revolução está estabelecida dentro de um país específico, em seguida, se os revolucionários pararem apenas com o seu país específico, então eles fora do ponto, ficam fora de equilíbrio, porque você nunca pode ter uma revolução em um país específico sem estabelecer revolução no planeta. Qualquer e todos os revolucionários deveriam acreditar no fato de que se há um escravo no planeta não há nenhuma maneira de você pode realmente ser livre. Enquanto existir o capitalismo, não há nenhuma maneira de qualquer revolução ou qualquer libertação poder ser realizada, consolidada e reforçada, com o fascismo correndo ao redor do planeta tentando eliminá-la. Eles não se importam se a Ilha de Gilligan virou socialista. Eles não estão caminhando para isso. Seu trabalho é neutralizar Ilha de Gilligan socialista, porque eles são o protótipo Internacional da contra-revolução. Eles se recusam a permitir que qualquer forma, mesmo a menor de liberdade seja estabelecida em qualquer porra de lugar do planeta. Eles não estão te fodendo! Se você não está enviando grandes quantidades de matérias-primas, se você não está enviando grandes quantidades de recursos para o país da mãe, então eles o tomam como uma ameaça à sua segurança nacional. Eles levam isso como uma ameaça para a economia capitalista global em todo o mundo.

Então, Huey reconheceu estas tendências, Huey entendeu a fuga de capitais, quando as empresas multi-nacionais, tiraram as suas empresas fora da comunidade e levaram para o exterior. Então agora você tem muitos, muitos pequenos truques irrelevantes fabricados na China, você tem muitas pequenas joias feitas na Coréia, você sabe, muitos do nosso povo, vemos essas coisas aqui e queremos saber como, caramba, como a China poderia desenvolver tanta coisa? Como a Coréia poderia desenvolver tanta coisa? Mas eles estão desenvolvendo para os capitalistas, você vê o que estou dizendo, e é como, as swetshops** são estabelecidas nesses países. Essas corporações multi-nacionais são estabelecidas nesses países, porque as regras e regulamentos do local de trabalho aqui dentro da Amerikkka sãorigorosas. Porque na Amerikkka é proibido o trabalho infantil e a escravatura infantil; é ilícito condições de trabalho insalubres, você sabe. Assim, a fim de manter estas condições de trabalho como o esperado, ajudando a higienizar, em seguida, eles teriam que pagar por isso; iria sair de seus lucros globais. Então, o que eles fizeram foi, a fim de ter mais lucros, para poupar dinheiro, e não pagar os trabalhadores --- --- corretamente, eles simplesmente mudaram tudo para um país estrangeiro, para um país do Terceiro Mundo, onde estes regulamentos e estes regras e os cães de guarda globais do ambiente e do trabalho não estejam estabelecidos nesses países do Terceiro Mundo. Estes países do Terceiro Mundo não têm mecanismos através dos quais seus governos, através de sua economia, ou mesmo através de sua compreensão política, que essas coisas estão ocorrendo. Então, eles permitem essas coisas em seus países para que não levem uma rasteira das corporações multinacionais. Os bonecos neocoloniais recebem migalhas destes. Por isso, é muito mais fácil e mais rentável para eles para colocar essas corporações multinacionais em países de outros povos para fins de exploração. Agora, por causa disso, sua própria força de trabalho, a classe trabalhadora branca aqui na Amerikkka foi gravemente ferida, gravemente afetada, você sabe. Sem os trabalhadores, eles não podem obter dinheiro, eles não podem obter um cheque para comprar os bens de consumo que eles estão produzindo com as próprias mãos. Assim, o capitalista não pode fazer o seu lucro. E você sabe se o capitalista não pode fazer o seu lucro, você tem um problema. Portanto, não havia nenhum trabalho aqui para a classe trabalhadora branca, mais ainda do que ninguém, porque há outros povos abaixo da classe operária, mas especificamente a classe operária branca. Assim, a fim de reduzir, a fim de compensar e jogar fora qualquer raiva revolucionária da classe trabalhadora estas pessoas brancas podem se desenvolver, o que eles fizeram, que é o que sempre fizeram desde o estabelecimento da Amerikkka, foi culpar os irmãos. Os negros são bodes expiatórios para os seus problemas econômicos. Especialmente após os anos 60 e 70, você vê o que eu estou dizendo, porque as ações afirmativas, e todas as migalhas que foram ganhas pelo Movimento dos Direitos Civis e o Movimento de Libertação Negra, foram usados ​​como um sinal de que o governo se tornou fraco, passivo, e os negros estão o empurrando ele pra lá. Isto é o que o homem branco trabalhador que sofreu uma lavagem cerebral acredita. Essas coisas que nos permitem obter uma aparência de oportunidade acabam se voltando contra nós.

Assim, desenvolvemos uma nova ideologia compreendendo essas tendências, porque Huey Newton não viu todas elas. Porque mesmo que ele fosse bom o suficiente para prever a transição dessas coisas, ele ainda não as experimentou. Então, o que nós fizemos, porque nós existimos direitamente dentro do ambiente dessas coisas que acontecem, podemos analisá-las melhor. Assim, entendemos que o Intercomunalismo que Huey primeiramente entendeu foi baseado em uma revolução mundial. Não é um país, dois países, nem três países ganhando liberdade. Mas ele reconheceu que havia uma necessidade grave de todo o planeta para ser livre. Então, Intercomunalismo, ou Revolucionário Intercomunalismo, baseia-se na compreensão, baseia-se no entendimento de que, enquanto um escravo é escravizado ninguém pode ser livre. Isso deve ser uma total e desenvolvida revolução a nível mundial. Para que o capitalismo possa ser destruído, você não pode deixar Amerikkka capitalista, Europa capitalista, no lugar e não achar que eles não vão voltar e cortá-lo, e colocar a arma para baixo e tentar tirar eles do poder de volta. Então, você deve colocar todos para fora em um, rápido, movimento --- em nível mundial. Assim, as principais falhas dentro Intercomunalismo de Huey foi o fato de que ele deixou de fora a cultura, ele deixou de fora do Patrimônio Africano, você sabe, que sem ele, você cortou sua moral, você cortar sua estrutura familiar, você cortar sua espiritualidade, você cortar alguns dos aspectos mais importantes da cultura do nosso povo, herança do nosso povo, a compreensão do nosso povo. E eles não conseguiram levar em consideração o imperialismo cultural. Eles compreenderam o imperialismo político, eles entenderam imperialismo econômico, eles compreenderam o imperialismo social, entendida mesmo imperialismo militar, mas por alguma estranha razão BRANCA não podiam compreender completamente a necessidade de compreender o imperialismo cultural! Você sabe, e todas as formas de cultura foram menosprezadas, desprezadas, por causa de sua rivalidade e batalhas com diferentes grupos nacionalistas culturais. E não era apenas a organização norte-americana que eles reforçavam com isso. Eles seligavam com grupos como a Casa Negra de São Francisco, que se ligou com o Partido Político Panteras Negras que era um grupo com base up-Norte - cultural nacionalista. Eles ligaram todos esses grupos na costa oeste, por isso desenvolveram um gosto ruim na boca dos Panteras, não pela cultura do nosso povo, mas mais ainda por essas pessoas que falsificaram seu gosto ele praticavam outra cultura como se estivessem praticando nossa cultura --- sem revolução. Então, naquela época, a cultura tornou-se sinônimo de passividade e não violência; direitos civis e assimilação. Considerando que, naquele momento, a arma era a coisa que significou a tendência revolucionária, o pensamento revolucionário. Aqueles que queriam confronto imediato, aqueles que queriam reparações imediatas e derramamento de sangue do inimigo. Então, isso fez com que eles desprezam a cultura, a fim de fazer uma distinção clara ao povo o que a cultura é o nacionalismo - que é realmente o capitalismo Preto, e o que Revolucionário Intercomunismo era - que é preto comunismo. Então, eles cometeram graves erros, teóricos, você sabe.

Sem esses entendimentos culturais, nosso povo não pode desenvolver um forte senso de auto-afirmação, você sabe, o que foi um marco fundamental da posição do partido, que é - Acreditamos que precisamos de um conhecimento de si. Você sabe, o conhecimento de si não apenas implica político, econômico, social e militar, mas a base do que é cultura, e os Panteras, quando desenvolveram o Intercomunalismo, tornou -quase- a cultura menor. É por isso que, às vezes, as pessoas não conseguiram entender o que era o seu verdadeiro objetivo, que era o seu verdadeiro papel, o que estavam tentando fazer. Você sabe, porque como você pode reivindicar que você é um revolucionário Preto, mas, em seguida, ao mesmo tempo, desprezar sua própria cultura? E se você desprezou a sua própria cultura, que é a cultura que você estava praticando? Porque você estava praticando alguma coisa! Se não fosse a sua própria, qual mais poderia ter sido? --- Mestre do escravo! Se você não tem nada para recorrer culturalmente, se você não tem nada para recorrer mentalmente, em termos do que aconteceu no passado, então você é deixado com apenas o que foi uma lavagem cerebral e forçada em nossa psique. A compreensão dessas realidades, a compreensão da nova composição da globalização do capital, nos fez desenvolver uma ideologia mais avançada, uma ideologia que ainda garantiria a teoria e a prática estariam unidos; a teoria e a prática que ainda garantido que seria pegar a arma, em auto-defesa armada e luta armada. Mas uma cultura que iria inspirar unidades familiares, uma cultura que iria inspirar espiritualidade, uma cultura que iria inspirar conhecimento real, real, Africano. Então, o que fizemos foi desenvolver o que chamamos Africano Intercomunialismo Revolucionário, e vamos colocar o "Africano" primeiro para enfatizar que acreditamos na análise raça e classe, mas é como Marcus Garvey disse, raça em primeiro lugar! E nós colocamos que lá, nós fazemos essa analise para obter uma melhor compreensão do que nós temos que fazer, para manter nossa cultura e nosso povo intacto sem descuidar de ninguém. Você sabe, porque somos solidários com todos os povos oprimidos. Somos solidários com todos os povos do Terceiro Mundo que são oprimidos. Nós estamos lutando pela libertação, você sabe. Não é com a ditadura militar neocolonial. Eles obtêm a pistola. Toda a gente quer conhecê-los diretamente ou não, se nós temos uma comunicação direta com eles ou não. Nós estamos com eles só porque eles oprimidos e eles tentam lutar.

Assim, quando olhamos para Intercomunalismo Africano, é apenas uma atualização, um formulário atualizado para lidar com a nova realidade do que nós tentamos lidar, você sabe. Intercomunalismo Africano é tão importante, porque uma vez que derrubar a classe dominante Amerikkkana, haverá uma necessidade crítica de ainda libertar a África. Não podemos esperar que, como Huey deixada em aberto, e não completamente profundamente --- após a classe dominante Amerikkkana ser destruída e dizimada, então quem iria nocautear o resto das potências ocidentais? Quem iria combater os fantoches neocoloniais? Só porque a classe dominante Amerikkkana foi colocada fora de posição não garante necessariamente --- só porque vai enfraquecer seriamente a globalização do capital, não vai destruí-lo. Não vai cair por si só. Então o que fizemos foi chegar a um entendimento, e uma teoria, de não só se unir com pessoas do Terceiro Mundo, mas colocar grande ênfase em Áfricanos espalhados por toda a diáspora da escravidão, você sabe. Cada povo, cada povo, não importa o quanto eles foram oprimidos, ainda tinham negros acorrentados no quintal. Todas as pessoas. Isto é de nossa compreensão da história, você sabe. Mesmo os esquimós, tão escuro como eles são, tão frio quanto é ainda tinham irmãos na parte de trás que iglu, acorrentados no quintal, você sabe. Então, todo mundo participou de dominação. Todo mundo participou de exploração do nosso povo. Devido a esse fato, que nos deixou ---- não importa se na capitalista Amerikkka ou na comunista Cuba ---- sempre na parte inferior da escala social. Nós sempre existimos na parte inferior do polo de totem. Sempre conseguimos o final de merda da vara. Então, um monte desses países que professou e alegou e tentou estabelecer o socialismo ainda não lideram adequadamente com a questão racial, porque quando você está lidando com o socialismo, você está lidando com a economia, quando você realmente não lida com a questão racial. Você sabe, por isso é como nossa coisa como um povo, você sabe, temos um problema grave com a exploração econômica, mas que não é a primeira coisa que temos de lidar como um povo, por causa da nossa cor da pele. E, como George Jackson aponta, você sabe, essas contradições se manifestam até mesmo no "menor variação do tom de pele", você sabe. Então, estamos sendo discriminados e estamos sendo oprimidos até mesmo pela "menor variação do tom de pele". E o que isso significa essencialmente, é que se você tem uma maldita gota de sangue Preto na Amerikkka, então você está ferrado! Uma gota é o suficiente para impedi-lo de qualquer forma de mobilidade social, econômico, para cima. Qualquer forma de aceitação por parte dos racistas que nos oprimem. Assim que bloqueiam você. É a "menor variação do tom de pele", que irá bloquear você, especialmente se é escuro. Então, é como, o Intercomunalismo Africano leva todas estas coisas em consideração.

Poder para as pessoas!


*- é um termo utilizado para designar locais de trabalho precário, com condições insalubres. Onde as pessoas trabalham por longas horas, contendo às vezes trabalho infantil. São lugares que rompem totalmente com os direitos trabalhistas e humanos